19 Jan 2020

O Instituto Trata Brasil  criou a ferramenta  "esgotômetro"  medidor da quantidade de esgoto que é despejado na natureza sem tratamento. 
 

O esgotômetro é um medidor da quantidade de esgoto que é despejado na natureza sem o devido tratamento e seus registros podem ser acessados a qualquer momento no site do Instituto Trata Brasil veja em http://esgotometro.tratabrasil.org.br/, conforme  suas medições, lamentavelmente, por dia são despejadas 5.639 piscinas olímpicas de excremento não tratado na natureza, comprometendo a saúde humana e do meio ambiente.


Embora a promoção dos serviços de saneamento básico seja responsabilidade do poder público, mais especificamente dos municípios, a população também pode contribuir de diferentes formas para que os dados acima deixem de ser uma realidade em nosso país.

A rede de esgoto é um sistema de canalização que recebe e transporta os resíduos líquidos de residências, comércio, indústrias ou qualquer outro estabelecimento...

25 Oct 2019

Nota de Solidariedade

Infelizmente o Brasil, está vivendo uma tragédia ambiental de enormes proporções em sua costa.

O governo federal, por meio do ministro Ricardo Salles, ao invés de liderar a mobilização de esforços para minimizar os danos, identificar e punir os responsáveis, prefere mais uma vez, caluniar as Organizações da Sociedade Civil que historicamente estiveram e estão na dianteira da luta em defesa do meio ambiente.

O ataque covarde e falacioso do Ministro Ricardo Salles ao Greenpeace Brasil, é uma agressão a todas as organizações e pessoas que estão comprometidos com as causas socioambientais.

O coletivo do Abraço Guarapiranga e Rede De olho nos Mananciais manifesta total solidariedade às comunidades atingidas por mais essa tragédia, e que bravamente, estão mobilizadas para superá-la. Manifestamos também, irrestrita solidariedade a aguerrida equipe do Greenpeace, e a todas e todos que lutam contra a destruição do nosso planeta.

Por fim, repudiamos veementemente as declarações...

E é no crescimento das cidades onde, desafortunadamente, mais drasticamente se observam as danosas conseqüências da ausência de uma regulação técnica mais efetiva do uso do solo

Por Álvaro Rodrigues dos Santos - GGN 

Diferentemente das condições do mundo desenvolvido, onde prevalecem cidades de crescimento nulo ou extremamente baixo, o que circunscreve e facilita tremendamente sua administração, nós temos o encargo adicional de administrar a cidade e seu crescimento. Ou seja, cabe-nos, adicionalmente, o ônus do crescimento. 

E é no crescimento das cidades onde, desafortunadamente, mais drasticamente se observam as danosas conseqüências da ausência de uma regulação técnica mais efetiva do uso do solo. A forma quase espontânea que tem caracterizado a expansão de nossas cidades tem por décadas sustentado a tendência ao espraiamento horizontal com baixa concentração populacional; ou seja,  o crescimento a partir de suas fronteiras rurais periféricas, o que gera imensos problemas logísticos de...

2 Jul 2019

Urbanista propõe uma saída sustentável e não-segregadora para áreas de mananciais ocupadas por moradias precárias. Implica enfrentar a especulação imobiliária — e integrar políticas de habitação social, saneamento e transporte

Angélica Tanus Benatti Alvim entrevistada por João Vitor Santos, no IHU | Imagem: Felipe Rau

Quando ocorre um vazamento de óleo, a viscosidade do líquido faz com que ele se alastre e vá sufocando tudo que encontra pela frente, seja na água, seja na terra. E, na área contaminada pelo óleo, a vida se estabelece de forma precária.

Essa metáfora é ilustrativa e revela como a professora, arquiteta e urbanista Angélica Alvim compreende o crescimento desajustado de cidades brasileiras, o que chama de urbanização dispersa. “Os problemas da urbanização dispersa têm muito a ver com os problemas das cidades brasileiras, que crescem de forma espraiada, como se fosse uma mancha de óleo, sem planejamento”, reitera, na entrevista concedida por telefone à IHU O...

28 Jun 2019

Projeto de lei que amplia a participação de setor privado em serviços de saneamento é reciclado na Câmara. Conservadores apostam em modelo que descumpre contratos e exclui regiões pobres e periféricas

Por Ana Lúcia Britto - Outras Palavras

Uma das mazelas do país é ausência de acesso ao saneamento básico, que atinge de forma mais grave os mais pobres, moradores de favelas ou periferias metropolitanas, e de áreas rurais. No contexto atual,  com a proposta de mudança no marco regulatório do setor, a perspectiva de atender a população mais vulnerável torna-se cada vez mais distante.

O plenário do Senado aprovou, no dia 6 de junho, o Projeto de Lei (PL) 3261/2019, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que também era relator da Medida Provisória (MP) 868/2018 encaminhada no apagar da luzes do governo Temer, para alterar o marco legal do saneamento básico (Lei 11.445/2007). A proposta vai agora para discussão na Câmara dos Deputados.

A pressão de movimentos sociais, como a...

18 Jun 2019

A expansão urbana desordenada e o risco de uma escassez hídrica. Entrevista especial com Pedro Roberto Jacobi

Por: Patricia Fachin | 17 Junho 2019 IHU On-Line

A expansão urbana desordenada ou a ocupação inadequada de áreas da cidade geram “um somatório de problemas”, que se estendem desde a falta de moradia digna até a proliferação de doenças e o agravamento da crise ambiental. Como lembra o professor Pedro Roberto Jacobi, que pesquisa a "governança global da macrometrópole paulista face  às mudanças climáticas" e coordena o projeto temático Fapesp (2018-2022), intitulado "Governança Ambiental da Macrometropole Paulista  face às Mudanças Climáticas" (MacroAmb), “essa não é uma história nova” no Brasil. “É uma história que se repete: na medida em que a gestão pública não dá conta de uma demanda por moradia, de uma população que não tem recursos para entrar no mercado imobiliário, desencadeia uma expansão urbana desordenada”.

...

22 May 2019

Elton Alisson  |  Agência FAPESP – 

Do total de 33 milhões de habitantes da macrometrópole paulista, 3,8 milhões vivem hoje em condições precárias. Essas pessoas estão distribuídas em 113 dos 174 municípios da área, que engloba as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba, Vale do Paraíba e Litoral Norte, além das aglomerações urbanas de Jundiaí, Piracicaba e Bragança Paulista.

Estima-se que o território ocupado por essa parcela da população vivendo em condições precárias totalize 31,5 mil quilômetros e que esteja se expandindo em direção a áreas de mananciais e de preservação ambiental.

Essa ocupação urbana desordenada tem aumentado na região – que concentra 20% do patrimônio natural protegido do Estado de São Paulo – os riscos de escassez hídrica e as vulnerabilidades sociais e ambientais às mudanças climáticas.

A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do “Fórum de Governança Ambiental da Macrometrópole Paulista”, realizado em abril...

Água é vida, e vida não se vende. Preservação já!

 Foto: Douglas Mansur

Em 2019, o 14ª Abraço Guarapiranga, manifestação afetiva da população paulista com as fontes de água, será realizado no domingo, dia 26 de maio, em 5 pontos ao redor da represa do Guarapiranga. Organizado e promovido por instituições ambientalistas; universidades; escolas; clubes náuticos e outras organizações da sociedade civil, o evento é uma demonstração de respeito e carinho, mas também um ato de denúncia e indignação pelo descuido com a preservação dos mananciais.

Em sua 14ª edição, o Abraço mobilizará e alertará a população; empresas privadas e todos os níveis de governo para a urgência na construção de uma nova cultura de cuidado com a água. A represa do Guarapiranga não foi escolhida por acaso, já que este é um dos principais mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, responsável pelo abastecimento de aproximadamente 5 milhões de pessoas – em média 15 mil litros de água por segundo são produzidos na esta...

21 May 2019

Por: Patricia Fachin | 21 Maio 2019

A combinação entre o uso intensivo de agrotóxicos em culturas agrícolas e a escassa cobertura vegetal de matas ciliares próximo a bacias de abastecimento público tem favorecido o escoamento de agrotóxicos para mananciais e pode contaminar a água, diz a geógrafa Denise Barbosa da Veiga, autora da pesquisa “O impacto do uso do solo na contaminação por agrotóxicos das águas superficiais de abastecimento público”.

Em 2015, Denise monitorou duas bacias de abastecimento público em municípios paulistas onde há cultivo de cana-de-açúcar e de verduras e legumes.

O monitoramento, informa, “apontou a presença de até seis agrotóxicos diferentes em ambos os mananciais ao longo do ano monitorado, as amostras foram coletadas em água bruta (anterior ao tratamento para consumo humano), e todas as ocorrências estiveram abaixo dos padrões estipulados pela Portaria de Potabilidade da Águaquando da água tratada”....

14 May 2019

Segundo a Sabesp, choveu apenas 2,6 mm no mês

O sistema Cantareira opera com 58,6% de sua capacidade nesta segunda-feira (13). Segundo a Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, que monitora o nível dos reservatórios do estado, choveu 2,6 mm no mês, sendo que a média histórica é de 78,6 mm.

O nível do manancial se manteve estável nas últimas 24 horas. Desde janeiro o reservatório saiu do nível de estado de alerta após seis meses operando com volume igual ou abaixo de 40%.

Confira os índices dos outros mananciais:

Alto Tietê – 94%
Guarapiranga – 91,3%
Cotia – 100,7%
Rio Grande – 102,2 %
Rio Claro – 102%
São Lourenço – 88,6%

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