artigo de José Eustáquio Diniz Alves - Portal EcoDebate

O Brasil viveu, no século XXI, um período de crescimento econômico, redução da pobreza e diminuição das desigualdades sociais. Favorecido pelos ventos internacionais do superciclo das commodities, o país avançou em diversos indicadores sociais. Os ufanistas de plantão propagaram a ideia de um “Brasil sem miséria” e lucraram bastante com a ideia de que o Brasil seria a 4ª potência mundial e faria parte do Conselho de Segurança da ONU.

Mas nenhum país do mundo pode se tornar uma potência sem resolver seus problemas elementares de saneamento básico. Estudo recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o Brasil está longe da meta de universalizar o acesso à água, esgoto e coleta adequada de lixo.

A meta do governo seria chegar a 2023 com a universalização do serviço de água e dez anos depois, com o de esgoto, mas no ritmo atual objetivo só vai ser alcançado após 2050. Porém, mantendo-se o ritmo atual, o serviço de saneam...

18 Jan 2017

No começo do século passado, o Brasil assistia a uma caçada sem precedentes ao mosquito Aedes aegypti. Era a época de figuras como o sanitarista Oswaldo Cruz, o presidente Rodrigues Alves e o implacável combate ao mosquito que tinha como maior mal a transmissão da febre amarela. Naquele tempo, a dengue ainda era um mal distante, e os médicos nem sequer podiam imaginar no que viria a ser zika e chikungunya.

Mais de 100 anos depois, o Brasil volta – mais uma vez – a ter o Aedes aegypti como o pior inimigo do verão. A bola da vez parece ser o chikungunya. Logo nos primeiros dias de 2017, o Secretário de Saúde do município do Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Matos, disse em entrevista ao jornal O Globo que uma epidemia de chikungunya pode atingir metade dos cariocas (ou mais de 3 milhões de pessoas) neste verão. Fora isso, um levantamento do Ministério da Saúde aponta que ao menos 855 municípios brasileiros estão em situação de alerta ou risco de novas epidemias das doenças que tem o Aedes co...

4 Jan 2017

Em 2016, o vírus zika atravessou as fronteiras do Brasil, onde um surto da doença teve início em maio de 2015, e se espalhou pelas Américas. Até o final desse ano, 48 países e territórios da região haviam registrado 532 mil casos suspeitos da infecção e 175.063 confirmados. No continente americano, patologias transmitidas por mosquitos ameaçam 500 milhões de pessoas.

Aedes aegypti. Foto: Agência Brasil

Em 2016, o vírus zika atravessou as fronteiras do Brasil, onde um surto da doença teve início em maio de 2015, e se espalhou pelas Américas. Até o final desse ano, 48 países e territórios da região haviam registrado 532 mil casos suspeitos da infecção e 175.063 confirmados. No continente americano, patologias transmitidas por mosquitos ameaçam 500 milhões de pessoas.

Para responder à propagação da doença, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) estabeleceu 80 missões com especialistas responsáveis por ajudar os Estados-membros a enfrentar a epidemia. A agência também lançou uma nova est...

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