Relatório da Organização Meteorológica Mundial afirma que impacto humano em desastres climáticos individuais é cada vez mais detectável; quinquênio 2011-2015 foi o mais quente

A estiagem levou o Rio Branco, principal do estado, ao menor nível já registrado. As colunas da Ponte dos Macuxi, em Boa Vista-RR, estão expostas por causa da estiagem | F5 Produções - Alex Barroso

por Claudio Angelo - Observatório do.Clima - de  Marrakesh

Os cientistas do clima sempre hesitam em atribuir eventos extremos individuais à tendência de aquecimento do planeta. Nesta terça-feira, a Organização Meteorológica Mundial tomou a dianteira. O órgão das Nações Unidas afirmou, num novo relatório, que mais de metade de um total de 79 eventos extremos registrados no mundo entre 2011 e 2015 foi parcialmente causada pelas mudanças climáticas ou teve seu risco aumentado por elas.

O relatório O Clima Global em 2011-2015, foi lançado durante a COP22, a conferência do clima de Marrakesh, no Marrocos. Ele afirma que os últi...

14 Nov 2016

Cinco anos de chuvas escassas deixam estados nordestinos em alerta. Crise atinge também cidades grandes, que aguardam transposição do rio São Francisco, afetado pela seca. Projeto só deve ser concluído em 2018.

Leito de rio no Ceará sem água há cinco anos

Em Irecê, na Bahia, a hora mais aguardada da semana é a entrevista dada pelo meteorologista na rádio. É quando os moradores esperam ouvir notícias sobre a chegada da chuva, tão aguardada no semiárido para amenizar a severa seca que assola o Nordeste há cinco anos.

O produtor rural Edinaldo Campos nem sempre entende a linguagem do especialista. Neste ano, ele perdeu toda sua produção de milho e não para de furar poços atrás de água para irrigar o único hectare de beterraba que tenta cultivar.

"Nunca furei tanto poço na minha vida. Quando encontramos água, é a 200 metros de profundidade, e a gente nunca sabe quanto tempo ela vai durar", conta Campos. Irecê, localizada no polígono da seca, vive um fenômeno que chama a atenção dos técnicos: a...

10 Nov 2016

Objetivo é chamar a atenção da população sobre a grave ameaça que representam as mudanças climáticas

Aproximadamente 600 pessoas caminharam hoje (9), em Brasília, pela 6ª Marcha Mundial do Clima, realizada simultaneamente em 100 países com o objetivo de chamar a atenção da população sobre "a grave ameaça que representam as mudanças climáticas" e pressionar os governantes. Segundo o professor Roberto Ferdinand, um dos coordenadores da marcha, o movimento possui três pautas globais.

A primeira é a democratização das informações sobre o clima. "A sociedade brasileira não tem a menor ideia do meio ambiente, ela não sabe nada sobre mudanças climáticas. Não há informação. A mídia tradicional é uma desgraça", afirma.

A segunda reivindicação é a redução da emissão de gases por parte dos Estados unidos, China, demais países ricos e grandes emissores que, segundo o pesquisador, é criminosa. "Cada um desses países emite 25% dos gases para o efeito estufa do mundo. Os Estados Unidos são o país com a...

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