Autor de "Faça-se a Água", norte-americano Seth M. Siegel expõe crise global e relata bom exemplo de Israel no tema

"População de São Paulo teve sorte", diz Siegel. Na foto, responsável pelo abastecimento da capital, sistema Cantareira chegou a níveis críticos em 2014

por Pedro Alexandre Sanches - Carta Capital 

A Bacia Amazônica e o Aquífero Guarani aguardam a chegada do advogado, escritor e ativista norte-americano Seth M. Siegel, que estará no Brasil no dia 16 para lançar, nos preparativos para a 1ª Festa Literária da PUC-SP, o livro Faça-Se a Água - A solução de Israel para um mundo com sede de água. O evento acontece entre 23 e 25 de outubro em São Paulo, no campus da universidade em Perdizes.

Em entrevista, Seth Siegel comenta contrastes entre a governança bem-sucedida de Israel para a água e as crises hídricas daqui. "A população de São Paulo tem sorte de certa forma. Recebeu uma segunda chance. Estes dias de melhor abastecimento de água quase certamente não durarão muito", ana...

21 Feb 2017

Nível de água da Barragem do Descoberto está abaixo da médiaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

por Júlia Buonafina* 

A Agência Reguladora de Água, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) anunciou hoje (20) a redução na captação de água nos reservatórios de Santa Maria e do Descoberto, que abastecem o DF e estão com níveis baixos.

A captação média do Reservatório do Descoberto será reduzida de 3,8 mil litros por segundo para 3,5 mil litros por segundo. Em Santa Maria, a captação da água será limitada a 500 litros por segundo. Atualmente, são drenados 880 litros por segundo do reservatório.

O novo limite foi definido por causa do baixo nível dos reservatórios do DF, que deveriam estar acima de 60% da capacidade. De acordo com o diretor-presidente da Adasa, Paulo Salles, o Reservatório de Santa Maria, por exemplo, levará quatro anos para atingir o nível suficiente.

Segundo Salles, como a perspectiva é que 2017 seja um ano seco, é importante economizar agora para que a...

Gasto por habitante caiu de 169 litros por dia para 120 litros mas, por outro lado, perdas com vazamentos passaram de 30,6% para 31,8%, no ano passado

Especialista afirma que perdas e vazamentos por parte da Sabesp são superiores ao período pré-crise hídrica

São Paulo – Segundo dados divulgados pela própria Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), enquanto a população economizou 29% da água tratada, em 2016, a Sabesp registrou desperdícios de 31,8%, registrando aumento em relação ao ano anterior, quando as perdas atingiram 30,6%. 

Marcada pelos efeitos da crise hídrica que assolou o estado de São Paulo entre 2014 e 2015, que combinou falta de planejamento pelo governo de Geraldo Alckmin com alterações climáticas, a população mudou hábitos e reduziu o consumo. Há dois anos, o gasto média diário por habitante era era de 169 litros e caiu para 120 litros, em 2016. 

"A população está fazendo a sua parte, está economizando. Percebeu isso com essa última cri...

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