2 Mar 2018

por Guilherme Checco - Pesquisador do IDS - publicado originalmente no Estadão

São Paulo é a segunda capital com os melhores índices de saneamento básico do País, atrás apenas de Curitiba. Essa posição de destaque no ranking anual do Instituto Trata Brasil, supostamente um motivo de comemoração, deixa de ter relevância aos constatarmos a dramática realidade vivida por uma parcela significativa da população da cidade. Cerca de 120 mil moradores não recebem água potável em suas casas e 460 mil não têm acesso a serviços de coleta de esgoto.

Queremos chamar a atenção neste post, porém, para uma realidade ainda mais desconhecida. É o fato de a empresa responsável pelo saneamento no município adotar práticas que prejudicam a saúde da população e o meio ambiente. Todos os dias, a companhia coleta 1,258 bilhão de litros de esgoto e, desse total, despeja 311 milhões de litros sem nenhum tipo de tratamento nos rios e córregos da cidade. Para se ter uma noção mais exata desse volume, se houvesse a...

Esgoto é despejado no mar de São Conrado (Crédito: Thiago Mathias / CBN)

Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Levantamento divulgado  na segunda (20/02) pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, revela que 50,3% dos brasileiros tinham acesso à coleta dos esgotos em 2015, porém somente 42% dos esgotos eram tratados. Cerca de 34 milhões de brasileiros não tinham acesso a água tratada naquele ano. 

O estudo mostra que, apesar dos investimentos feitos nos últimos cinco anos, o país avançou pouco em saneamento básico, inclusive nas capitais.

Elaborado com base em números do Ministério das Cidades – de 2015 – o levantamento traça o perfil do Novo Ranking do Saneamento Básico das 100 maiores cidades brasileiras. 

Coleta e tratamento de esgoto

Os dados mostram que em 24 capitais, menos de 80% do esgoto são tratados. Brasília e Curitiba apresentaram os maiores percentuais de tratamento, 82% e 91% respectivamente.  

Nas maiores cidade...

20 Oct 2016

Por Leo Arcoverde – Fiquem Sabendo

Há muito tempo não se investe tão pouco dinheiro em saneamento básico no Brasil. Entre 2014 e 2015, o valor repassado pelo Ministério das Cidades a Estados e municípios de todo o país para a realização de investimentos nos serviços de acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgotos recuou 6% _de R$ 10,6 bilhões para 4 bilhões. O repasse da pasta registrou o seu menor valor desde 2007.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Portal Fiquem Sabendo com base em dados do Ministério das Cidades obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

De acordo com as informações disponibilizadas pelo órgão, ao longo de nove anos, os valores repassados a Estados e municípios oscilaram até registrarem uma queda expressiva entre 2013 e o ano passado (veja no quadro abaixo).

A reportagem solicitou dados relativos a investimentos realizados em anos anteriores a 2007 mas não obteve resposta do governo federal.

De acordo com estimativa da Org...

por Mauro Scarpinatti*

A importância do saneamento ganhou força nas últimas décadas, e a Organização das Nações Unidas (ONU) passou a reconhecê-lo como direito humano básico desde 2010. No Brasil, apesar de ser reconhecido indiretamente como direito no capítulo que trata de Meio Ambiente na Constituição, um Projeto de Emenda Constitucional (PEC 07) foi apresentado, também em 2010, para explicitá-lo entre os direitos fundamentais, o que, porém, foi arquivado em 2014.

Assim como outros direitos fundamentais, o saneamento está longe de atender a todos os brasileiros, nada menos que 51,4% da população, mais de 100 milhões de pessoas, não contam com rede de esgoto, e 35 milhões não têm acesso à água tratada, conforme dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS). As desigualdades regionais tornam o problema ainda mais agudo, no Sudeste 91,7% da população possui água tratada, já no Nordeste somente 54,51% possui essa cobertura.

Outro grande problema é que 60% do esgoto coleta...

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