Depois de 130 anos, o rio que deu nome à cidade voltará a abastecer a população de Sorocaba, interior de São Paulo. A prefeitura abriu licitação para contratar a empresa que vai instalar um sistema de captação de água bruta no Rio Sorocaba e uma estação para o tratamento da água. Desde a década de 1960 houve projetos para o uso do rio para abastecimento, mas não avançaram por causa da poluição industrial e por esgotos. Há quase um século, Sorocaba busca água na Represa de Itupararanga, em Votorantim, a 15 km de distância.

Foi a vulnerabilidade desse sistema que levou o prefeito José Crespo (DEM) a decidir pela nova fonte de abastecimento. A linha de adutoras que abastece a cidade é superficial em boa parte do trecho e está fixada em encostas da Serra de São Francisco. Com as chuvas de janeiro último, houve um deslizamento e parte da adutora foi destruída. Sorocaba ficou uma semana sem água. “É o primeiro passo para que a cidade deixe de depender completamente das adutoras que trazem águ...

Esgoto é despejado no mar de São Conrado (Crédito: Thiago Mathias / CBN)

Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Levantamento divulgado  na segunda (20/02) pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, revela que 50,3% dos brasileiros tinham acesso à coleta dos esgotos em 2015, porém somente 42% dos esgotos eram tratados. Cerca de 34 milhões de brasileiros não tinham acesso a água tratada naquele ano. 

O estudo mostra que, apesar dos investimentos feitos nos últimos cinco anos, o país avançou pouco em saneamento básico, inclusive nas capitais.

Elaborado com base em números do Ministério das Cidades – de 2015 – o levantamento traça o perfil do Novo Ranking do Saneamento Básico das 100 maiores cidades brasileiras. 

Coleta e tratamento de esgoto

Os dados mostram que em 24 capitais, menos de 80% do esgoto são tratados. Brasília e Curitiba apresentaram os maiores percentuais de tratamento, 82% e 91% respectivamente.  

Nas maiores cidade...

14 Feb 2017

Canalizações e enterramentos relegaram rios de São Paulo ao esquecimento(reprodução/PMSP)

São Paulo – Para o geógrafo Luiz de Campos Jr., um dos fundadores do projeto Rios e Ruas, que busca dar visibilidade aos rios da capital paulista, após a crise hídrica de 2014 e 2015 que assolou o estado a consciência da população com os cuidados com a água se expandiu, mas falta pressionar por políticas de saneamento básico, ainda insuficientes. Segundo ele, os rios canalizados e enterrados dificultam a visualização dos problemas. 

"A gente enterrou os rios, mas eles continuam aí. Eles continuam em condições ruins, a maioria bem poluídos na parte urbana da cidade, mas vivos. Essa consciência se ampliou. Mas ainda falta muita coisa. Falta entender que os rios não estão assim porque um dia a gente sujou. Estão assim porque a gente sujou ontem, está sujando hoje e vai continuar sujando", afirma Luiz de Campos Jr. em entrevista à repórter Anelize Moreira, da Rádio Brasil Atual, na manhã de ontem (13)....

Relatório da Organização Meteorológica Mundial afirma que impacto humano em desastres climáticos individuais é cada vez mais detectável; quinquênio 2011-2015 foi o mais quente

A estiagem levou o Rio Branco, principal do estado, ao menor nível já registrado. As colunas da Ponte dos Macuxi, em Boa Vista-RR, estão expostas por causa da estiagem | F5 Produções - Alex Barroso

por Claudio Angelo - Observatório do.Clima - de  Marrakesh

Os cientistas do clima sempre hesitam em atribuir eventos extremos individuais à tendência de aquecimento do planeta. Nesta terça-feira, a Organização Meteorológica Mundial tomou a dianteira. O órgão das Nações Unidas afirmou, num novo relatório, que mais de metade de um total de 79 eventos extremos registrados no mundo entre 2011 e 2015 foi parcialmente causada pelas mudanças climáticas ou teve seu risco aumentado por elas.

O relatório O Clima Global em 2011-2015, foi lançado durante a COP22, a conferência do clima de Marrakesh, no Marrocos. Ele afirma que os últi...

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