São Paulo, maio de 2018 - A 13ª edição do Abraço Guarapiranga, realizada neste domingo, 27 de maio, reuniu quase quatro mil pessoas em três pontos distintos da margem da represa.

O evento deste ano foi realizado em meio à greve dos caminhoneiros, que desde o dia 21 de maio vem afetando o abastecimento de combustível e outros itens em todo Brasil. Com isso, parte da estrutura de palco prevista para o evento teve de ser substituída por um carro de som gentilmente cedido pela UGT – União Geral dos Trabalhadores, o que possibilitou sua plena realização. 

No Parque da Barragem (Capela do Socorro), um dos pontos tradicionais do Abraço Guarapiranga, participaram cerca de 600 pessoas,  que formaram o abraço simbólico a esta que é um dos principais mananciais da região metropolitana de São Paulo. O local recebeu dois grupos de ciclistas que promoveram o Pedal do Abraço Guarapiranga, organizado pelo coletivo Bike Zona Sul e  Amigos do Pedal, que vieram, respectivamente, das regiões Sul e...

2 Mar 2018

por Guilherme Checco - Pesquisador do IDS - publicado originalmente no Estadão

São Paulo é a segunda capital com os melhores índices de saneamento básico do País, atrás apenas de Curitiba. Essa posição de destaque no ranking anual do Instituto Trata Brasil, supostamente um motivo de comemoração, deixa de ter relevância aos constatarmos a dramática realidade vivida por uma parcela significativa da população da cidade. Cerca de 120 mil moradores não recebem água potável em suas casas e 460 mil não têm acesso a serviços de coleta de esgoto.

Queremos chamar a atenção neste post, porém, para uma realidade ainda mais desconhecida. É o fato de a empresa responsável pelo saneamento no município adotar práticas que prejudicam a saúde da população e o meio ambiente. Todos os dias, a companhia coleta 1,258 bilhão de litros de esgoto e, desse total, despeja 311 milhões de litros sem nenhum tipo de tratamento nos rios e córregos da cidade. Para se ter uma noção mais exata desse volume, se houvesse a...

27 Jan 2018

Conselho Municipal de Meio Ambiente derruba autorização para a transposição das águas do rio Itapanhaú e reforça luta da comunidade. Apesar de Ação Civil Pública, tucano quer iniciar obras em março

O rio Itapanhaú nasce em Biritiba Mirim, no alto da serra do mar, e deságua no canal de Bertioga, litoral norte

por Cida de Oliveira - Rede Brasil Atual

Em sua corrida à presidência da República este ano, o pré-candidato e governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) quer mostrar serviço. E apagar de sua biografia o fantasma da crise hídrica que arranhou sua popularidade em 2014, quando os reservatórios chegaram a níveis críticos e o Sistema Cantareira teve de apelar a seu volume morto. Para isso, ele pretende retirar de 2 mil litros de água por segundo do rio Itapanhaú e transferir para o Sistema Produtor Alto Tietê, que abastece a capital e Região Metropolitana de São Paulo.

O investimento de R$ 91,7 milhões, segundo o governo, contempla a construção de um sistema de bombeamento no ribeirão...

24 Jan 2018

Transposição das águas do rio Itapanhaú, em Bertioga, representa a luta entre dois modelos de desenvolvimento e relação com o planeta e as pessoas

Por Mauro Lopes

O governador Geraldo Alckmin e a Sabesp estão em plena ofensiva que coloca em risco a sobrevivência de um dos mais importantes santuários ecológicos do Estado de São Paulo. É um ataque violento ao município de Bertioga, que tem quase 90% de seu território de 482 km² (20% da Baixada Santista) protegido ambientalmente, com um total de 77,6% composto por Vegetação Natural[1]. É um dos maiores patrimônios ambientais de São Paulo, ameaçado pelo  projeto de transposição das águas do rio Itapanhaú.

O motivo alegado para a transposição é a crise hídrica 2014/2016 do Estado de São Paulo, uma das marcas da gestão Alckmin. Apesar de o governador repetir que ela está superada, a administração decidiu transpor as águas do Rio Sertãozinho, um dos principais afluentes do Rio Itapanhaú, para o sistema do Alto Tietê, como parte do empreendimento...

Volume de chuvas e vazão dos rios que desembocam no Sistema Cantareira compõem cenário semelhante ao de 2013, ano anterior à crise hídrica, diz o Consórcio PCJ, em balanço divulgado nesta semana

Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil

O volume de chuvas nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e a vazão dos rios que desembocam no Sistema Cantareira, um dos maiores complexos de abastecimento d'água de São Paulo, compõem atualmente um cenário muito semelhante ao de 2013, ano anterior à crise hídrica no estado. O dado, considerado preocupante, foi divulgado nesta semana pelo Consórcio PCJ, em balanço que compilou dados meteorológicos do ano passado e os comparou aos de anos anteriores.

Parte do terceiro parque industrial do Brasil, a Bacia PCJ tem uma importância muito grande, diz o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Carlos Castro Lahóz. "E é das nascentes do Rio Piracicaba que se promove o abastecimento de cerca de 50% da região metropolitana de São P...

4 Apr 2017

Obras do governo do Estado seriam a causa do assoreamento, de acordo com estudo

Obras do governo do Estado para bombear água do braço Rio Grande para o Alto Tietê seria, de acordo com estudo, a causa do assoreamento da Billings.

por Renato Fontes - ABCD Maior

O assoreamento de aproximadamente 800 metros na margem da represa Billings, no braço Rio Grande, resultado de obra do governo do Estado para aumentar o abastecimento de água para Capital iniciada em 2015, preocupa pesquisadores. É o que revela o estudo da primeira semana da Expedição Billings, projeto idealizado pela USCS (Universidade Municipal de São Caetano), por meio do projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos), em parceria com a empresa ProMinent, que tem como objetivo traçar diagnóstico ambiental de um dos mais importantes reservatórios da região metropolitana do Estado.

"Além de perder a capacidade de armazenamento do reservatório, esse fenômeno pode provocar a proliferação de bactérias que gastarão o oxigênio da água, afetan...

26 Mar 2017

Número é maior do que o registrado há três anos, no período pré-crise hídrica; governo diz que perdas são normais, pois pressão não é mais diminuída.

Em um ano, vazamentos desperdiçaram o equivalente a três represas de Guarapiranga 

Por Bruna Vieira e Amanda Rossi, TV Globo/G1

O desperdício de água na Grande São Paulo atualmente é maior do que o registrado há três anos, no período pré-crise hídrica. Vazamentos e fraudes fazem com que 31,2% da água distribuída na Grande São Paulo não cheguem às torneiras. O percentual é maior que o registrado em janeiro de 2014: naquela época, 31% da água produzida era desperdiçada.

Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) obtidos pelo SPTV via Lei de Acesso à Informação indicam que o racionamento hídrico refletiu na diminuição do desperdício: em setembro de 2015 o número caiu para 26,8%. Um ano depois, porém, passou o percentual da crise hídrica, chegando a quase um terço do que é produzido.

Gráfico mostra percentual de água d...

Gasto por habitante caiu de 169 litros por dia para 120 litros mas, por outro lado, perdas com vazamentos passaram de 30,6% para 31,8%, no ano passado

Especialista afirma que perdas e vazamentos por parte da Sabesp são superiores ao período pré-crise hídrica

São Paulo – Segundo dados divulgados pela própria Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), enquanto a população economizou 29% da água tratada, em 2016, a Sabesp registrou desperdícios de 31,8%, registrando aumento em relação ao ano anterior, quando as perdas atingiram 30,6%. 

Marcada pelos efeitos da crise hídrica que assolou o estado de São Paulo entre 2014 e 2015, que combinou falta de planejamento pelo governo de Geraldo Alckmin com alterações climáticas, a população mudou hábitos e reduziu o consumo. Há dois anos, o gasto média diário por habitante era era de 169 litros e caiu para 120 litros, em 2016. 

"A população está fazendo a sua parte, está economizando. Percebeu isso com essa última cri...

De acordo com dados da Sabesp, entre janeiro e setembro foi perdido o equivalente a quatro represas do Guarapiranga com vazamentos na rede e fraudes

Represa Jaguari em fevereiro de 2016 (à esq.) e em janeiro de 2017 (à dir.)  Foto: Márcio Fernandes/Estadão

por Fábio Leite - Estadão 

SÃO PAULO - Menos de um ano após o término declarado da crise hídrica paulista, o desperdício de água tratada registrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) voltou a crescer. E já supera os índices de perdas medidos antes do início da seca histórica e do racionamento ocorridos entre 2014 e 2015. 

Os últimos dados divulgados pela estatal mostram que o índice de perdas de água por meio de vazamentos na rede e fraudes como ligações clandestinas chegou a 31,4%, alta de 10% em relação a 2015. Na prática, a cada 1 mil litros de água tratada pela Sabesp, 314 litros se perdem por buracos na tubulação antes de chegar aos consumidores ou são furtados, causando prejuízo financeiro. 

Um cálcu...

A necessidade de ampliar a participação da sociedade na discussão sobre tarifas de saneamento foi um dos principais pontos levantados pelos participantes da roda de conversa Tarifas de Água e Esgoto: Abrindo os Números para o Debate. O evento aconteceu hoje (24), promovido pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e a Aliança pela Água.

“Você vê pessoa discutindo a conta de energia, de celular e o plano de celular. Agora, o plano de água, a conta de água, ninguém discute”, destacou o diretor-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Santos-Reis. Para o empresário, aproximar a população do tema é um “ponto crucial” para melhorar os serviços de saneamento no país. “Nos centros urbanos, a maioria das pessoas nem vê a sua conta de água. Quem paga a conta de água é o próprio condomínio”, exemplificou para mostrar que o usuário mediano nem toma conecimento de questões como a composição das tarifas.

A forma como são estabelecidos os valores cobrados pelo fornecimento de água e coleta...

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