28 Aug 2017

Em Paris, por economia; em Berlim, após luta social e plebiscito. Centenas de municípios europeus, norte-americanos e africanos estão reestatizando o abastecimento — ao contrário do que quer Temer aqui

Dublin, Irlanda, janeiro de 2014. Centenas de milhares saem às ruas para garantir que água mantenha-se como bem público

por Heloisa Villela, no Viomundo

A DMAE (empresa de água e esgoto de Porto Alegre) é mais uma companhia da lista de serviços públicos brasileiros que pode parar na mão da iniciativa privada. A empresa é bem gerida, tem um desempenho exemplar e está prontinha para dar lucro a algum empresário. “É uma das melhores empresas de água e saneamento do mundo”, diz o canadense David McDonald, fundador do da organização Projeto de Serviços Municipais, uma rede de pesquisa que reúne acadêmicos de diversos países para analisar o desempenho das empresas públicas nos setores de eletricidade, saúde, água e saneamento básico — e estudar as consequências das privatizações nesses setor...

21 Jul 2017

A cada vez que se divulgam números sobre os serviços de saneamento urbano no País, crescem as preocupações. Agora, as informações são (Estado, 10/7) de que quase metade da população nacional não é atendida pela rede de esgotos – ou seja, perto de 100 milhões de pessoas – e quase 20%, perto de 40 milhões, não tem fornecimento de água nos domicílios. Para completar, mais de um terço de toda a água distribuída se perde no meio do caminho. E a causa de todos os problemas é a falta de investimentos.

Universalização até 2033

Tudo se complica ainda mais quando se é informado de que para universalizar até 2033 (daqui a 15 anos) os serviços de saneamento básico o País terá – ou teria – de investir mais de R$ 20 bilhões por ano. Mas entre 2010 e 2015 o investimento médio foi de R$ 11 milhões por ano, pouco mais de metade do necessário. Sem falar em redução ou eliminação das perdas. E para dificultar ainda mais as soluções, hoje boa parte do sistema é administrada por empresas dos Estados, em situa...

22 May 2017

Tema desse ano:  Por novas atitudes de cuidad12ª edição do evento propõe reflexão sobre novas atitudes de cuidado com a água e pede o fim da degradação dos mananciaiso com a água

 Foto: CHRISTINA BRAGA

São Paulo, junho de 2017 - A 12º edição do Abraço Guarapiranga, que o correrá no dia 4 de junho, domingo, a partir das 9h, e inaugura as atividades da Semana Mundial do Meio Ambiente, pedindo o fim da degradação dos mananciais.

O evento, que acontece em dois locais, às margens da represa Guarapiranga, contará com diversas atividades culturais, e uma bicicletada que partirá da Praça do Ciclista Av Paulista.

O Abraço Guarapiranga 2017 elegeu como tema “Por novas atitudes de cuidado com a água. Basta de degradação” e conta com o apoio da Aliança Pela Água rede que reúne mais de 60 organizações da sociedade civil como ONGs, movimentos sociais, além do Coletivo de Luta Pela Água e Prefeitura de São Paulo.

Esta edição busca enfatizar que a água não é mercadoria, mas um bem essencial à vida cujo ace...

7 Apr 2017

O custo socioeconômico do zika na América Latina e no Caribe ficará entre 7 bilhões e 18 bilhões de dólares entre 2015 e 2017, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento  

por ONUBr

O zika afeta desproporcionalmente os países mais pobres da região, bem como os grupos mais vulneráveis de cada país. Economias maiores como o Brasil devem ter a maior parcela do custo absoluto, mas os impactos mais severos serão sentidos em países mais pobres.

O custo socioeconômico da recente disseminação do vírus zika na América Latina e no Caribe ficará entre 7 bilhões e 18 bilhões de dólares (de 22 bilhões a 56 bilhões de reais) entre 2015 e 2017, de acordo com a avaliação de impacto lançada nesta quinta-feira (6) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

O relatório “Uma avaliação do impacto socioeconômica do vírus zika na América Latina e no Caribe...

artigo de José Eustáquio Diniz Alves - Portal EcoDebate

O Brasil viveu, no século XXI, um período de crescimento econômico, redução da pobreza e diminuição das desigualdades sociais. Favorecido pelos ventos internacionais do superciclo das commodities, o país avançou em diversos indicadores sociais. Os ufanistas de plantão propagaram a ideia de um “Brasil sem miséria” e lucraram bastante com a ideia de que o Brasil seria a 4ª potência mundial e faria parte do Conselho de Segurança da ONU.

Mas nenhum país do mundo pode se tornar uma potência sem resolver seus problemas elementares de saneamento básico. Estudo recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o Brasil está longe da meta de universalizar o acesso à água, esgoto e coleta adequada de lixo.

A meta do governo seria chegar a 2023 com a universalização do serviço de água e dez anos depois, com o de esgoto, mas no ritmo atual objetivo só vai ser alcançado após 2050. Porém, mantendo-se o ritmo atual, o serviço de saneam...

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