Produtores rurais de Curitiba receberão apoio financeiro para preservar

April 26, 2019

Reservatório Piraquara 1 fica localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Créditos: Prefeitura de Piraquara / Bruno Oliveira

 

Por Sabrina Rodrigues - O Eco

 

 

Propriedades rurais que preservarem áreas naturais localizadas na região do Reservatório Piraquara 1, na região Metropolitana de Curitiba, poderão se inscrever para receber apoio financeiro. A Prefeitura de Piraquara, município da Grande Curitiba (PR), lançou edital para selecionar as propriedades que serão beneficiadas pelo Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Manancial Vivo. Os interessados têm até o dia 6 de junho para se inscrever.

 

O Projeto Manancial Vivo tem como objetivo geral incentivar a conservação e manutenção de áreas naturais localizadas em áreas particulares, estratégicas para a garantia da quantidade e qualidade hídrica de um dos principais mananciais de abastecimento da Grande Curitiba.

 

Os proprietários selecionados pelo edital poderão receber de R$ 81,30 a R$ 650,40 por hectare de área natural preservada. Ao todo, R$ 750 mil serão disponibilizados em três anos de projeto.

 

O Projeto de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Manancial Vivo nasceu das parcerias entre Prefeitura Municipal de Piraquara, Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza (FGBPN) em 2014 visando a conservação dos mananciais na Área de Proteção Ambiental (APA) do Piraquara.

 

Para o coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário, Renato Atanazio, o pagamento de serviços ambientais é uma forma eficiente de garantir a conservação dos ambientes naturais  que atuam como “esponja”, ou seja, retendo a água na bacia, o que garante o recurso em períodos de estiagem.

 

“Esses ambientes são também chamados de infraestrutura natural por serem parte indispensável para o funcionamento do sistema de abastecimento público. Como muitas destas áreas estratégicas estão situadas em áreas particulares, exigindo a restrição de uso e adoção de boas práticas, nada mais justo que haver uma retribuição a esses proprietários” afirma Renato Atanazio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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